O número de usuários ativos de internet em residências brasileiras dobrou em três anos e alcançou a marca inédita de 24,5 milhões em dezembro do ano passado. Segundo dados do Ibope//NetRatings, o crescimento foi de 0,5% em relação ao mês anterior, de 14,7% sobre dezembro de 2007, de 69% sobre dezembro de 2006 e de 100% sobre dezembro de 2005, quando havia pouco mais de 12,2 milhões de internautas ativos em domicílios. Entre os novos internautas brasileiros constam adultos e idosos, que estão aprendendo a navegar, mas ainda passam pouco tempo online. Entre dezembro de 2007 e dezembro de 2008, o público com até 24 anos cresceu 7,5%, enquanto entre adultos com 25 anos ou mais de idade a evolução foi de 21,5%.

O amadurecimento do perfil do internauta brasileiro provocou, em dezembro, uma redução da média de consumo, tanto de tempo por pessoa quanto de número de páginas vistas. “Em média, um internauta jovem no Brasil consome mais de duas mil páginas de internet por mês, 56% mais que um adulto. Isso ocorre porque os jovens passam bastante tempo em sites de relacionamento. Por outro lado, são os internautas adultos que estão indo além das redes sociais e navegando mais em conteúdos como automóveis, comércio eletrônico, assuntos de casa e moda e notícias”, explicou o analista de mídia do Ibope//NetRatings, José Calazans.

Considerando todos os ambientes (residência, trabalho, escola, lan-house, biblioteca e telecentro), o número de pessoas de 16 anos ou mais de idade com acesso foi de 43,1 milhões no terceiro trimestre de 2008. Já o total de pessoas que moram em residências em que há computador com internet foi de 38,2 milhões, no quarto trimestre.

Em dezembro de 2008, o tempo de navegação do internauta residencial brasileiro foi de 22 horas e 50 minutos, 4% menos que no mês de novembro e 0,7% menos que em dezembro de 2007. Com isso, em dezembro, a França ocupou a primeira posição entre os países medidos com a mesma metodologia, com 23 horas e 39 minutos, seguida pela Alemanha, que marcou 23 horas e 3 minutos de navegação por pessoa em residências. O analista credita o fato ao crescimento do uso de sites de redes sociais na Europa, o que já existe no Brasil desde 2005.

Em relação a dezembro de 2007, acumulam os maiores crescimentos os sites de viagens e turismo, com 25,7%, de notícias e informações, com 16,6%, de telecomunicações e serviços de internet, com 16,5%, de comércio eletrônico, com 15,5%, e de entretenimento, também com 15,5%.

O artigo foi publicado originalmente no site www.coletiva.net